Saiba como a iso 45001 influencia a gestão de acesso de terceiros
Saiba como a iso 45001 influencia a gestão de acesso de terceiros
07/2023

Saiba como a ISO 45001 influencia a gestão de acesso de terceiros

A preocupação com ambientes seguros cresce a cada ano, especialmente quando a operação inclui circulação de terceiros, como prestadores, visitantes e motoristas. Nesse cenário, a ISO 45001 surge como referência internacional para sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional.

Implementar diretrizes inspiradas na norma ajuda a reduzir riscos, criar processos mais seguros e garantir conformidade legal. Isso vai além de simples barreiras físicas – envolve cultura, tecnologia e responsabilidade compartilhada.

Entenda agora como os princípios dessa certificação transformam o controle de entrada e permanência de terceiros em um diferencial para grandes operações!

Princípios da ISO 45001 e o universo de terceiros

A base da norma internacional está em identificar perigos, avaliar riscos e definir controles para proteger todos que transitam na empresa – inclusive quem não faz parte do quadro próprio. 

Para isso, é preciso entender não apenas tarefas rotineiras, mas também as atividades de visitantes, fornecedores, técnicos, transportadores e demais grupos externos.

No olhar da ISO 45001, terceiros recebem a mesma atenção que empregados diretos quanto à exposição a riscos de acidentes ou doenças ocupacionais. Isso torna indispensável o controle rigoroso do acesso, a análise documental periódica e a comunicação efetiva sobre normas internas.

Como a norma trata o acesso de terceiros?

Os requisitos da ISO 45001 destacam elementos fundamentais para lidar com a presença de terceiros, determinando padrões mínimos para garantir integridade física, segurança das instalações e respeito à legislação vigente.

  • Exigência de identificação e autorização prévia para entrada de externos
  • Comprovação de capacitação técnica, exames médicos e treinamentos obrigatórios de SST
  • Integridade e validade da documentação legal, como contratos, seguros, ASOs e certificados
  • Regras claras para circulação em áreas restritas e controle de horários de acesso
  • Monitoramento contínuo do comportamento e do uso de EPIs dentro da operação
  • Gestão ágil de não conformidades e incidentes, com registro e análise

Essas práticas favorecem ambientes mais controlados e aumentam a confiança dos gestores sobre a real conformidade dos contratos de terceiros.

O impacto do controle documental e de acesso

A rastreabilidade documental é um dos maiores ganhos do modelo recomendado pela ISO para gestão de terceiros. Ao cruzar listas de presença, registros de treinamentos e a situação das certificações, as organizações mantêm a operação com menos pontos de vulnerabilidade.

Essa disciplina vale não só para grandes empresas, mas para qualquer operação com volume expressivo de terceiros. Sem essa gestão, aumentam riscos de multas, paralisações e até de acidentes com alto custo humano e financeiro.

O controle de acesso digital, integrado a sistemas de gestão interna, agiliza triagens, bloqueia automaticamente quem está com documentação vencida e cria rastros confiáveis para auditorias e investigações.

Etapas recomendadas para avaliação e monitoramento dos externos

A norma sugere processos claros para analisar, planejar e acompanhar o trabalho de terceiros. Veja uma sequência eficiente:

  • Avaliação prévia de riscos: antes de qualquer contratação, mapeia-se o impacto das atividades dos terceiros nas rotinas e identifica-se a exposição a riscos.
  • Checagem e cadastro documental: coleta de documentos, validação de treinamentos, exames médicos, regularidade de obrigações legais e integração de dados ao sistema de controle.
  • Treinamento e conscientização: promova cursos e diálogos para informar sobre normas de segurança, evacuação e conduta interna.
  • Controle automatizado de liberação: uso de recursos digitais para liberar ou bloquear acessos com base no histórico cadastral e documental.
  • Monitoramento contínuo e gestão de ocorrências: acompanhamento presencial e por sistemas, com registros de não conformidades, desvios e incidentes.
  • Análise pós-serviço: revisão do desempenho do parceiro, renovação de documentação e feedback.

Essa abordagem traz previsibilidade e transparência às relações com terceiros e reduz a subjetividade nas tomadas de decisão.

Integração com sistemas internos e benefícios percebidos

A digitalização do controle de acesso permite que setores como RH, jurídico, portaria e fiscalização estejam sempre atualizados sobre quem entrou, quando, por quanto tempo e com qual permissão. A isso se soma a integração com outros sistemas, como gestão de contratos e registros de visitas.

As principais vantagens relatadas por equipes que seguiram as boas práticas da certificação passam por:

  • Maior segurança jurídica frente a fiscalizações e auditorias trabalhistas
  • Menos retrabalho operacional e mais controle do fluxo de pessoas e veículos
  • Facilidade para identificar e bloquear terceiros em desconformidade
  • Melhoria da imagem empresarial junto a clientes, fornecedores e órgãos reguladores
  • Fortalecimento da cultura de segurança – os próprios empregados percebem o quanto a empresa se empenha na proteção do ambiente coletivo

Essa jornada nem sempre é simples, mas traz resultados visíveis no médio e longo prazo, com menos incidentes, ambiente mais organizado e confiança no processo.

Como a ISO 45001 fortalece a cultura de segurança?

Ao exigir políticas claras de acesso e permanência, a norma contribui para ambientes mais saudáveis e profissionais. O envolvimento ativo da liderança, a participação dos próprios terceirizados em campanhas e treinamentos, e a padronização de processos são caminhos para engajamento.

Também cresce a reputação da empresa diante de parceiros, clientes e órgãos fiscalizadores. Quando todos reconhecem e valorizam o rigor no cuidado com terceiros, constrói-se um diferencial competitivo baseado em responsabilidade social e respeito à legislação vigente.

A incorporação dos preceitos da ISO 45001 no controle de terceiros e visitantes representa um salto de qualidade para empresas que buscam ambientes mais protegidos e alinhados às melhores práticas globais. 

Ao investir em processos digitais, qualificação de fornecedores e integração de dados, a gestão deixa de ser um ponto vulnerável e se transforma em verdadeiro pilar de segurança e reputação.

Atuar de acordo com as recomendações da ISO 45001 é muito mais que cumprir uma lista de exigências: trata-se de cuidar das pessoas, antecipar riscos operacionais e documentais e criar confiança para todos os envolvidos.

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Perguntas frequentes sobre a ISO 45001

O que é a norma ISO 45001?

A ISO 45001 é um padrão internacional que define requisitos para sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional. Ela orienta empresas a identificar perigos, avaliar riscos e implementar controles para prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, valendo para todos que circulam pelo ambiente, inclusive terceiros.

Como a ISO 45001 impacta terceiros?

Terceiros são enquadrados nas mesmas exigências de saúde e segurança dos demais colaboradores. Isso significa que suas documentações, treinamentos e acesso também devem ser controlados, evitando incidentes e garantindo a conformidade legal durante sua atuação na empresa.

Como implementar a ISO 45001 na empresa?

A implementação exige mapeamento de riscos, adequação de processos, capacitação de pessoas, criação de rotinas para avaliação documental e comunicação transparente sobre regras de acesso e permanência de terceiros, além do uso de tecnologia para monitoramento constante.

Por que adotar a ISO 45001 vale a pena?

A adoção da ISO 45001 traz mais segurança jurídica, reduz o risco de acidentes, reforça a imagem institucional e garante ambientes mais seguros para colaboradores próprios e externos. Além disso, facilita auditorias e inspeções, agregando valor à operação.

Quais benefícios a ISO 45001 traz?

Entre os benefícios mais notados estão a prevenção de acidentes, redução de custos com passivos trabalhistas, maior organização dos processos de acesso, fortalecimento da cultura de segurança e melhora no relacionamento com fornecedores e clientes.